Adaptação da criança no berçário

Postado em 26/08/2017

Adaptação da criança no berçário

Ficar bem no berçário, sem chorar (nem sofrer), envolve muitos fatores e, basicamente, os sentimentos de duas pessoas: mãe e filho.

O comportamento expresso pela criança durante esse período indica o estado emocional, resultado e resultante de uma série de sentimentos desenvolvidos desde os primeiros meses de vida até o seu ingresso no berçário, sendo o produto de sua relação com a mãe, e é, simultaneamente, influenciado a partir daí pelos sentimentos desta, relacionados ao significado que possa ter para ela a separação de seu filho, com a consequente entrega dele a terceiros (Escola / Berçário).

É importante que a mãe tenha confiança na Escola escolhida e conte com o apoio da Equipe multiprofissional que lhe dará condições psicológicas e emocionais necessárias para que a criança se sinta segura permanecendo assim, por um certo período do dia afastada de sua mãe. Sugere-se destinar dois ou três dias para a mãe participar dos cuidados de seu filho, enquanto observa como as outras crianças são tratadas pela equipe do berçário. A criança em poucos dias sentir-se-á segura aceitando o novo ambiente e as pessoas com quem terá convívio. Caso a criança, após este período, apresente a reação incontrolável, com ansiedade e pânico a estranhos é desaconselhável deixá-la à força, devendo-se então prolongar o período de adaptação, dando tempo à criança para que a mesma possa desenvolver a confiança necessária nos adultos e no novo ambiente (desconhecido), consolidando assim, a confiança necessária em sua mãe.

Para ter certeza de que o berçário escolhido é o melhor para seu filho, comece conhecendo as escolas de educação infantil perto da sua residência ou trabalho e verifique se possuem alvará de funcionamento cedido pela prefeitura e/ou por órgão de educação de sua cidade.

A segunda etapa é a verificação dos espaços físicos da Escola, salas arejadas com grades de proteção nas janelas, áreas externas para banho de sol, portão nas escadas, extintores de incêndio, locais isolados para acomodação de botijões de gás, tomadas de luz vedadas, corrimão, banheiros adaptados para crianças, banheiros para adultos, higiene da cozinha, banheiros, sala de refeições, beleza e limpeza dos ambientes, paredes decoradas, espaços lúdicos adequados para cada faixa etária, berços para bebês, colchonetes, flores e plantas naturais. Ultimamente, muitas casas antigas estão sendo adaptadas para escolas de educação infantil. Portanto, fique atenta e observe paredes, teto e pisos. Além da parte física, deve-se observar a equipe de funcionários, apresentação, formação, e procurar marcar uma entrevista com a diretora ou coordenadora para que sejam passados a filosofia da escola, objetivos, organização, horários de funcionamento, etc.

A etapa de escolha da escola sendo superada, é chegada a hora da adaptação. A mãe tendo confiança no berçário, sentirá segurança na separação e esse sentimento será transmitido à criança, porém o período de adaptação varia de criança para criança, e deve ser avaliado individualmente.

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