28 dicas para escolher o berçário do seu bebê

Postado em 10/06/2017

28 dicas para escolher o berçário do seu bebê

A hora dessa decisão pode ser angustiante para muitos pais. Afinal, é a primeira vez que o bebê se afasta da família por tanto tempo ao longo do dia. Apesar das dúvidas e preocupações, pode ter certeza que, se bem escolhida, a instituição trará muitos benefícios para seu filho. Confira o que observar.

1. Berçaristas
Cuidar de um bebê não é fácil, imagine de vários ao mesmo tempo. Por isso, recomenda-se que o berçário tenha, no máximo, oito crianças para cada duas cuidadoras. Esse número permite que todos recebam atenção e cuidados adequados.

2. Lactário
O lactário é uma parte indispensável da estrutura do berçário, onde são preparadas as mamadeiras das crianças. Veja se ele tem espaço destinado à lavagem, esterilização e armazenagem das mamadeiras devidamente identificadas. Também é fundamental que exista uma sala de amamentação, com poltronas adequadas para que as mães possam amamentar os bebês no berçário, caso desejem.

3. Berços
Os berços devem ter espaçamento mínimo de 0,5m entre si, para garantir a circulação segura das berçaristas comas crianças. E atenção: uma sala pode acomodar, no máximo, 15 berços – com apenas uma criança em cada um.

4. Iluminação
Repare no local onde os bebês dormem: a iluminação natural deve ser controlada com cortinas que tornem o ambiente confortável para o sono.

5. Pátios
As crianças devem ter à disposição espaços (como pátios) destinados à brincadeira – um descoberto e outro com cobertura, para os dias de chuva e frio.

6. Estrutura física
Observe os materiais utilizados no acabamento de teto, paredes e pisos. Eles devem ser resistentes, de fácil limpeza e adequados ao clima. Fuja de carpetes, por exemplo, que podem causar alergia nas crianças. Veja também se no local de brincar o chão é antiderrapante e amortece quedas.

7. Janelas
O ideal é que as janelas na altura das crianças sejam de vidro antiestilhaçamento (para evitar que se machuquem caso elas quebrem). Todas devem estar protegidas com grades ou telas de segurança, para evitar quedas.

8. Escadas
Os profissionais do berçário devem sempre auxiliar as crianças na subida e na descida. Além disso, eles devem estar vigilantes o tempo todo, para que nenhuma saia correndo sozinha e caia. O mesmo vale se a instituição tiver elevador – ele só pode ser operado por adultos.

9. Pequenos detalhes
Algumas medidas simples evitam acidentes: tomadas devem estar protegidas com tampas de plástico, para a criança não levar choque, e as quinas dos móveis devem receber protetores de silicone.

10. Câmeras
Uns condenam, outros amam. Há escolas com cobertura em tempo real, e os pais podem assistir tudo online. Outras não oferecem o serviço. Vale lembrar que o monitoramento não deve se tornar uma dependência e nem ser a única forma de confiança na escola.

11. Brincadeira segura
Repare se os brinquedos disponíveis no local são adequados para a idade das crianças que os utilizam. Se estiverem quebrados, velhos ou mal conservados, acenda o sinal vermelho. Peças pequenas, que podem ser engolidas, são proibidas. Os brinquedos devem ser higienizados com álcool 70% ou álcool gel de quatro a cinco vezes ao dia, para evitar contaminações, já que a maioria das crianças os leva à boca – para saber se essa limpeza está sendo feita, só passando um tempo lá e verificando o estado dos objetos. Estão fora de cogitação bichos de pelúcia e outros de tecido, que não podem ser adequadamente limpos e permitem proliferação de fungos e bactérias.

12. Impressão geral
Avalie a limpeza do local como um todo e imagine seu filho passando várias horas nos diversos espaços da instituição.

13. Mãos lavadas
Pergunte se os funcionários lava mais mãos com frequência e se ensinam as crianças a fazerem o mesmo antes de comer e após usar o banheiro. Quando instruídas desde cedo, elas assimilam logo as noções de higiene.

14. Cozinha
Peça para conhecer a cozinha e repare na limpeza. Funcionários devem usar toucas e ter unhas curtas. As janelas devem ter telas anti-insetos.

15. Alimentos
O cardápio deve ser criado por uma nutricionista, para que não haja excessos de gordura, sal e açúcar. Uma escola saudável evita alimentos industrializados. Saladas e frutas devem ser bem higienizadas.

16. Sapatos
Quando está aprendendo a andar, é normal a criança rolar pelo chão e engatinhar. Por isso, o piso deve estar limpo, e o ideal é controlar o uso de sapato no local onde essa atividade acontece. Ou seja: nessa sala, só podem entrar funcionários e crianças com calçados de uso exclusivo interno (como chinelo, pantufa ou sapato de borracha). Por outro lado, não adianta paranoia. Em algum momento vai acontecer de a criança engatinhar e pôr as mãos no chão, onde quer que seja, e isso faz parte do desenvolvimento.

17. Funcionários
Questione sobre o uso de uniformes pelos profissionais que trabalham na escola – tanto por segurança como por higiene. E observe se, na prática, todos estão devidamente uniformizados.

18. Higiene
Conheça onde acontecem o banho e as trocas de fraldas. O local ideal deve se parecer com uma maternidade, com cubas de inox, duchas e trocadores de material impermeável. As fraldas sujas devem ser depositadas em lixeiras com tampa e pedal. Cheque também a frequência das trocas.

19. Vacinas
Pergunte se o berçário observa a carteira de vacinação das crianças e promove campanhas de conscientização. Quando todas estão imunizadas, o risco de contrair doenças diminui significativamente. No estado do Paraná, é lei estar vacinado para se matricular. Em outros, a exigência varia em cada escola.

20. Adoeceu
Não deixe de perguntar sobre a política da escola em relação aos alunos doentes. Muitas acabam aceitando a criança mesmo quando ela não está bem. Isso, porém, coloca as demais em risco. O berçário deve deixar claro que, quando o bebê tem uma doença infectocontagiosa, como conjuntivite, estomatite e catapora, ele deve ficar em casa e só pode retornar com o receituário médico, dizendo que está apto.

21. Preparo de todos
Todos os funcionários da escola (porteiro, faxineiro, cozinheira) devem ter senso de educação, pois desempenham papéis importantes na formação da criança. Por isso, questione e observe como eles lidam com os alunos.

22. Formação
Pergunte pela formação de todo o corpo docente. As berçaristas devem ser formadas em pedagogia (e podem ter o apoio de auxiliares). É bom quando a escola investe na constante reciclagem e aperfeiçoamento dos profissionais.

23. Hora de comer
Cada criança tem o seu próprio tempo para comer, e isso deve ser respeitado. Quanto antes começar o almoço, melhor, pois isso garante que o último bebê a ser atendido não será alimentado muito tarde. O ideal é que a refeição seja feita com calma e atenção, sem compartilhamento de talheres e pratos - cada um deve ter o seu. As restrições alimentares de cada criança também devem ser respeitadas, seguindo as orientações do pediatra.

24. Sono
A partir do momento em que entram na rotina do berçário, os bebês dormem quase no mesmo horário, pois repetem ciclos a cada três horas: evacuação, fome e sono. Por isso, seu filho pode dormir breves sonecas ao longo do dia, de até 20 minutos, mas nunca muito mais do que isso, para não atrapalhar a noite de sono em casa. Fique atento se o berçário disser que deixa a criança dormir o quanto quiser.

25. Agenda
Pergunte se a instituição tem o hábito de fazer uma agenda com o resumo do dia do bebê (se evacuou, comeu bem, tomou leite etc.). Essa é uma boa forma de comunicação da escola com os pais.

26. Materiais
A instituição deve deixar claro, desde o início, quais são os objetos e materiais fornecidos por ela e quais devem ser levados pelos pais (fraldas, pomada contra assadura, mamadeira...) e a frequência de reposição. 

27. Estímulo
Ficar sentado brincando sozinho não é suficiente para o desenvolvimento da criança. As pedagogas devem estimular o bebê com brincadeiras em grupo, músicas, contação de histórias, filmes e diversas outras atividades pedagógicas. 

28. Sol
A rotina dos alunos deve contar com banho de sol no pátio ou solário. São poucos minutos por dia, mas que fazem a diferença para a saúde da criança.

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